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terça-feira, 3 de julho de 2012

A enfermidade na Vida do Crente (Subsídio à lição 2 da Escola Dominical da Assembleia de Deus - CPAD)

A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE

TEXTO ÁUREO: “O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama” (Sl41.3 – ARA).
VERDADE PRÁTICA: Deus nem sempre cura as doenças, mas concede-nos forças para, que mesmo no leito de dor, continuemos a glorificar o seu nome.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Isaías 38.1-8

INTRODUÇÃO
O mundo pós-moderno é um mundo paradoxal, em termos de saúde mental e física. Há tantos remédios, há tantos hospitais, há tantas clínicas especializadas; existem muitos métodos de cuidar da saúde; as academias de educação física estão proliferando por toda a parte. Mas nunca houve tantas pessoas enfermas, tanto da mente quanto do corpo.
Doenças que marcaram presença no início do século passado – tais como a tuberculose, o dengue, o sarampo e outras -, estão de volta com força total, concorrendo com a AIDS, e outras terríveis doenças, que desafiam os avanços da medicina. Vírus mortais, inclusive a partir de animais como a chamada “gripe aviária”, desafiam os governos e as autoridades sanitárias. Se não há, ainda, um pânico, há, sem dúvida uma grande preocupação por parte dos governos mundiais.
O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulado "Trabalhando Juntos pela Saúde" (Working Together for Health), informa que existe um déficit de quase 4,3 milhões de médicos, parteiras, enfermeiras e auxiliares em todo o planeta.
O relatório destaca as diferenças no acesso à assistência médica. Dos cerca de 59 milhões de trabalhadores de saúde no mundo, quase metade fica nas Américas, onde os países têm em média 24 profissionais para cada mil habitantes. Segundo o relatório, a África concentra 20 vezes menos trabalhadores. Lá, são 2,3 profissionais de saúde para cada mil habitantes.
Para efeitos de comparação, a África, continente que concentra 24% da carga global de doenças, tem apenas 3% dos profissionais de saúde do mundo. Já os países das Américas, que concentram 10% da carga de doenças, contam com 37% dos trabalhadores de saúde.¹
Desse modo, num mundo sem Deus, em que o pecado intensifica-se, é difícil para os seres humanos se manterem sadios, imunes a tantas doenças e enfermidades. Contudo, há promessas de Deus, em sua Palavra, quanto à bênção da saúde está sobre o seu povo, mediante a fé no nome de Jesus. Há um “plano divino de saúde” à disposição dos que creem em Deus, e o obedecem.²

I. A ORIGEM DAS ENFERMIDADES

 1. A queda do homem e suas enfermidades
A origem primária das enfermidades, sem qualquer sombra de dúvidas, foi a queda do homem no Éden. Antes, não havia doenças, envelhecimento ou morte. Imediatamente, após ter cometido o primeiro pecado, que foi a desobediência a Deus, os primeiros habitantes do planeta experimentaram mudanças drásticas em sua constituição espiritual, mental e física.
Certamente, as primeiras enfermidades sofridas pelo homem foram as mentais. Deus disse ao homem que se ele comesse da árvore proibida, certamente morreria (Gn 2.17). A mulher, ouvindo a voz do Tentador, desobedeceu a voz do Criador, e comeu da “árvore da ciência do bem e do mal”, que estava no meio do jardim”. Tiveram uma percepção que não tinham antes, e sentiram os efeitos do pecado. A primeira sensação foi a de medo: “e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do Jardim” (Gn 3.8). As consequências das enfermidades mentais foram (e são), lamentavelmente, uma série de doenças psicossomáticas. O homem e a mulher sofreram transtornos neurológicos e emocionais. E esses são a causa de um grande número de enfermidades físicas e mentais.
Outras sete procedências podem, também, causar enfermidades:
a) Decorrentes diretamente de comportamento nossos (abusos que cometemos em nossa alimentação ou em nosso estilo de vida);
b) Resultado de fatores genéticos;
c) Fruto, de forma geral, das circunstâncias naturais a que estamos sujeitos nesse mundo;
d) Resultado de ação maligna;
e) Uma sentença divina;
f) Efeitos naturais do envelhecimento do corpo;

2. Provados pelas enfermidades.
Em Romanos 8.29, Deus revela que seu supremo objetivo para nós é que sejamos conformes a imagem de seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. No versículo 28 do mesmo capítulo, o apostolo diz que aqueles que amam a Deus (e nosso amor por Ele é medido pela experiência que lhe prestamos, João 14.15) e são chamados segundo o seu propósito, podem estar certos de que ele está executando um plano que cooperará para o bem deles em todas as circunstâncias. Mas, muitas vezes nós nos esquecemos de que, mesmo quando as circunstâncias nos são adversas e penosas – e isso inclui também doenças e acidentes – ainda assim estão dentro de um plano perfeito de um Deus sábio e que o objetivo dele é para contribuir para que atinjamos aquela meta suprema. A verdade é que a cura total pode ser ou não incluída no plano perfeito que Deus tem para nós, no processo de tornar-nos semelhantes ao Senhor Jesus Cristo. Deus pode operar de forma ilimitada por intermédio de um filho santo, obediente, totalmente rendido a ele e cheio do Espírito Santo. Mesmo que ele não nos cure, ainda podemos ter um ministério frutífero, de alcance mundial! “Deus é o dono da vida, a palavra final é sempre dEle!”

3. Enfermidades de origem maligna.
Uma doença pode ser resultado de um ataque de Satanás ou de forças demoníacas. Deus permite tal enfermidade para que manifeste o seu poder – que é incomparavelmente superior ao do inimigo – quando exercitamos autoridade sobre este com submissão ao Pai celeste (Tg 4.7). Precisamos contra-atacar os poderes das trevas com as cinco armas de nossa milícia (o Espírito Santo (1Jo 4.4), a Palavra de Deus (Mt 4.1-11), o nome do Senhor Jesus Cristo (Jo 14.13-14), o sangue de Jesus (Ap 12.11), e a nossa fé (1Jo 5.4) que, segundo a Bíblia, “não são carnais, e sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2Co 10.4).
A enfermidade advinda de um ataque das forças do maligno só ocorre em crentes desobedientes? Não, embora a desobediência abra uma brecha pra Satanás nos “peneirar”, “coar”, ou “cirandar”, até para estes – os desobedientes – a ação diabólica pode ser aniquilada com a intercessão (Lc 22.31-32). Os adeptos da Teoria da Prosperidade apregoam que as enfermidades e a pobreza são oriundas de uma vida de pecado. Sendo assim, o que dizer do servo íntegro e reto que era Jó, que em um só dia perdeu tudo que possuía e no outro dia as enfermidades o consumiam gradativamente (Jó 1.1,6-22;2.1-13), talvez, também tenham esquecido de ler a tão conhecida história do rico ímpio e do pobre Lázaro justo (Lc 16.19-31). Ver também os exemplos de Jacó (Gn 48.1), o filho de Davi e Bateseba (2Sm 12.15), Eliseu de que havia de morrer (2Rs 13.14), Ezequias de um enfermidade mortal (2Rs 20.1), Daniel alguns dias (Dn 8.27), Paulo (2CO 12.7-10).

II- AS DOENÇAS DA VIDA PÓS-MODERNA

1. Depressão
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão - 17 milhões delas somente no Brasil e, segundo dados da OMS, 75% dessas pessoas nunca receberam um tratamento adequado.
Principais sintomas da depressão
- emocionais: tristeza (depressão provoca tristeza, mas nem toda tristeza é depressão), perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida;
- físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estômago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.
"Para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas acima, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas", comenta.
“A depressão geralmente produz perda de energia para agir, desânimo acentuado, dificuldade de concentração, pensamento circular em torno das mazelas humanas, desvalorização da autoimagem, entre outras características distintas da tristeza. É comum também ocorrer na depressão a modificação de algumas funções fisiológicas, como o sono (principalmente insônia) e o apetite (o mais comum é perdê-lo)”.
A oração junto com a leitura bíblica, o louvor a Deus e a comunhão com os irmãos são um forte remédio contra a depressão. Não podendo deixar de lado o cuidados com a saúde física tais como uma boa alimentação e atividades físicas constantes. Não esquecendo dos bons e santos costumes (1Tm 4.8)!

2. Síndrome do pânico
É um ataque repentino de pânico, ou seja, de repente sente-se algumas alterações no corpo, que causam desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Neste momento, a pessoa se desconecta do mundo e passa a perceber somente as reações do seu corpo. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar, formigamento nas mãos e passa a acreditar que esta tendo um mal-estar, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda num pronto socorro. 
 SINTOMAS DA SÍNDROME DO PÂNICO
Os principais sintomas da síndrome do pânico são: taquicardia, sudorese (suor abundante, transpiração excessiva), falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de calor e frio, tontura, sensação que vai desmaiar, ter um enfarto, derrame, pressão na cabeça, sensação que o ambiente é estranho (perigoso), perigo de morte, medo de sair de casa, medo de fazer as coisas mais simples como viajar, dirigir, ir a lugares com muita gente, cinema, feiras e etc.
 CAUSAS DA SÍNDROME DO PÂNICO
O estresse é um dos principais causadores da síndrome do pânico, sendo responsável por 80% dos crises de pânico. As drogas representam outro enorme fator de risco. Desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas.
-Abuso de medicamentos, doenças físicas, drogas ou álcool.
-Reação a um stress ou situação difícil.
-Predisposição genética.
É preciso buscar ao Senhor em oração pela cura. Ele sabe da importância de nossa saúde, e disponibiliza Seu poder para nos socorrer. Operando Ele, quem impedirá?!

3. Doenças psicossomáticas

Doença psicossomática é quando problemas psicológicos se tornam físicos. É um processo pelo qual a pessoa “transfere” para o organismo a carga emocional decorrente de algum problema que está vivendo. A explicação seria que a pessoa, por não saber expressar suas emoções e internalizar seus conflitos de forma adequada, acaba por armazenar suas tensões em seu corpo. Os problemas mais relatados pelos somatizadores são dor no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas, falta de ar, insônia e dor abdominal.
As doenças psicossomáticas podem se manifestar nos diversos sistemas que constituem nosso corpo, como por exemplo: gastrointestinal (úlcera, gastrite, reto colite); respiratório (asma, bronquite); cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca, vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos).
Não há enfermidade difícil diante do poderoso Jeová Rafah. O impossível que para nós é milagre, para Deus é rotina!

Conclusão

Há muitas pessoas doentes na mente, por razões diversas. Como resultado do pecado, ou da separação do homem de Deus. Uma vez rompida a relação espiritual, divina e perfeita entre a criatura e o Criador, toda a sorte de transtornos mentais e físicos se fizeram sentir. Tudo começa na mente. A parte emocional integra o “homem interior” (Rm 7.22). O corpo representa o “homem exterior” (2Co 4.16). Se a parte da alma, não estiver bem, nada no corpo poderá ter equilíbrio. De acordo com a medicina, toda a sorte de doenças, de 60 a quase 100%, é causada por problemas emocionais, tais como medo, inveja, ira, mágoa, ódio, e outras emoções negativas, que têm tremendo poder desregulador, e até destruidor da saúde.

Portanto, só há um que pode curar a alma aflita – Jesus Cristo – ele é o mesmo ontem, e hoje e eternamente (Hb13.8). O seu poder não mudou, para ele não há doença grande, terminal ou incurável. Oremos com confiança e acrescentemos a fé, também, com os bons testemunhos de cura. O médico dos médicos é o nosso Papai! Aleluia!!!

Fontes:

RENOVATO, Elienaldo. Perigos da pós-modernidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

DAWSON, Joy. Caminhos de Deus para a cura. Belo Horizonte :Editora Betânia, 1993.

Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 13 - nº51.




http://www.psicologopsicoterapia.com.br/sindrome-do-panico.html

Artigo: Diácono João Paulo de Carvalho, vice-dirigente da Escola Bíblica Dominical em Cohab IV, Assembleia de Deus em Petrolina, PE.

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