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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Enquanto Dilma e Aécio fazem belos discursos, na CPI, PT e PSDB fazem acordão de "abafa"

O dia era lindo para as duas principais correntes políticas brasileiras. Sob holofotes a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), no Palácio do Planalto, recebia o apoio oficial do PSD de Gilberto Kassab para seu próximo mandato e prometia as esperadas "mudanças" que foram pedidas durante a campanha eleitoral. Do outro lado da rua Aécio Neves (PSDB) fazia seu retorno triunfal ao Congresso Nacional, apresentando-se como líder maior da oposição, garantindo que seria firme na defesa dos interesses brasileiros.

Enquanto isso, em uma sala fechada do Congresso Nacional reuniam-se os membros da CPI da Petrobras. Por lá haviam representantes dos dois lados. Partidários de Aécio e Dilma, não perderam tempo e selaram um acordo: a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga desvios de dinheiro na Petrobras, não chamará nenhum político para depor, ou seja, como existem acusados de todos os lados, abafa-se o caso.

A decisão dos "respeitáveis" parlamentares engaveta requerimentos de convocação de nomes do governo e da oposição. Pelo lado do PT, o tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da propina da Petrobras, a senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). Ela foi apontada como beneficiária de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi apontado como uma espécie de agenciador.

Da parte do PSDB não será convocado Leonardo Meirelles, empresário que declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB federal, já morto.

Coube ao deputado petista Marco Maia, relator da comissão, falar à imprensa: “Gente, foi um acordo político, feito por todos os presentes, que se resolveu, em função da falta de densidade das denúncias, não produzir nenhum tipo de oitiva neste momento.”

Um deputado tucano, o Carlos Sampaio, também falou à imprensa: “Decidimos excluir os agentes políticos e os citados nas delações premiadas. Abrimos mão de ouvir Gleisi e Vaccari. Todo mundo concordou.”

A CPI decidiu também sigilos bancários, fiscais e telefônicos das empreiteiras acusadas de fraudar contratos na Petrobras, não serão mais pedidos. As explicações serão dadas por escrito.

O acordão demonstra o quanto as falácias eleitorais e até pós-eleitorais, sejam dos eleitos ou derrotados, são apenas jogo de cena. A única esperança é que a Polícia Federal ou Ministério Público consigam avançar nas investigações, pois se depender dos políticos, sejam eles de qual lado for, tudo ficará debaixo do tapete. Infelizmente.

Escrito por Francisco Evangelista com informações do Blog do Josias

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