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domingo, 2 de novembro de 2014

FHC chama ‘diálogo’ de Dilma de ‘manipulação’

“Depois de uma campanha de infâmias, fica difícil crer que o diálogo proposto não seja manipulação”, disse Fernando Henrique Cardoso sobre a conciliação proposta por Dilma Rousseff há uma semana, no discurso em que celebrou sua reeleição. Para o ex-presidente tucano, a autora da proposta precisa demonstrar que merece crédito. Em artigo reproduzido neste domingo em vários jornais do país, o ex-presidente tucano anotou:

“Diante do apelo ao diálogo da candidata eleita devemos responder com desconfiança: primeiro mostre que não será leniente com a corrupção. Deixe que os mais poderosos e próximos (ministros, aliados ou grandes líderes) respondam pelas acusações. Que se os julgue, antes de condenar, mas que não se obstruam os procedimentos investigatórios e legais (Lula tentou postergar a decisão do STF sobre o mensalão o quanto pôde)…”

FHC deseja ainda que Dilma explique qual o modelo de reforma política que deseja. “Que se debata, sim, na sociedade civil e no Congresso, mas que se explicite o que ela entende por reforma política.” No mais, não considera razoável sentar à mesa antes que a presidente reeleita “tome as medidas econômicas para vermos em que rumo irá o seu governo.”

Já no título do artigo FHC leva o pé atrás: “Diálogo ou imposturas?” Ignorando o pedido de “auditoria” do resultado das urnas que o PSDB protocolou na Justiça Eleitoral, o presidente de honra do partido deu o braço a torcer: “Em uma de democracia não cabe às oposições, como ao povo em geral, senão aceitar o resultado das urnas.”

Mas FHC acha que faltou método a Dilma. E acha que a oposição tem de levar os lábios ao trombone. “…Não se pode aceitar passivamente que a ‘desconstrução’ do adversário, a propaganda negativa à custa de calúnias e deturpações de fatos, seja instrumento da luta democrática. Foi o que aconteceu, primeiro com Marina Silva, em seguida com Aécio Neves. O vale-tudo na política não é compatível com a legitimidade democrática do voto.”

Antes da campanha eleitoral, FHC costumava dizer que Dilma exercia a Presidência com mais distinção do que Lula. Tomado pelos termos do artigo, parece considerar que a disputa eleitoral igualou-os por baixo: “Não me refiro à língua solta de Lula, que diz o que quer quando lhe convém, mas ao fato de a própria presidenta e sua campanha terem endossado” a tática da pancadaria.Sumido há uma semana, Aécio Neves voltará à cena num ato político marcado para quarta-feira, num auditório do Congresso Nacional. No seu texto, FHC como que sugeriu o timbre do discurso do correligionário: “É bom retomar logo a ofensiva na agenda e nos debates políticos”, escreveu.

Clique aqui, e leia o artigo de FHC.

De Josias de Souza

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