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domingo, 9 de novembro de 2014

Governo de Pernambuco atrasa salários e professores da UPE entram em greve

Depois de três meses com salários atrasados, professores que não tem contratos efetivos com a Universidade de Pernambuco (UPE), conhecidos como colaboradores ou horistas, não suportaram e decidiram paralisar as atividades para forçar uma tomada de decisão por parte do governo do estado de Pernambuco.  

Além dos atrasos dos salários os professores convidados denunciam que estão padecendo pela ausência de condições básicas, como acervo bibliográfico, equipamentos, financiamento, dentre outras coisas. "Todas essas condições comprometem o trabalho pedagógico, a qualidade da formação dos alunos e o trabalho que a Universidade desenvolve na sociedade, isto é, compromete a própria função social da Universidade, mesmo com todo o esforço empreendido pelos professores, servidores técnico-administrativos e alunos", denunciam os professores.

A iniciativa dos professores conta com o apoio dos estudantes e até da diretoria local da Universidade, na pessoa do professor Moisés Almeida, que em entrevista à Emissora Rural deixou claro que a situação é pior do que se imagina. “Na verdade o que está acontecendo na UPE não é apenas com os professores que são convidados, mas com todos os nossos fornecedores, os serviços terceirizados que é a falta de pagamento pela Fazenda do Estado. Desde o dia 16 de outubro que a folha dos professores convidados está empenhada e a Fazenda não libera o pagamento”, desabafou o diretor.
O que a UPE está sofrendo não é uma exclusividade de Petrolina, outros Campus também estão experimentando as mesma dificuldades.

De acordo com Moisés Almeida, ele poderá sentir-se obrigado a tomar uma medida radical: suspender por completo as atividades da faculdade por falta de condições de funcionamento. 

É uma pena a UPE chegar nesta situação extrema. O governo do estado, ainda na gestão de Eduardo Campos, construiu novos prédios em Petrolina e noutros Campus, mas sempre houveram dificuldades de gestão, especialmente por falta de recursos financeiros suficientes para manter as atividades acadêmicas num nível mínimo de qualidade.

Tomara que a atitude dos professores reclamantes sirva para acordar o governador João Lyra Neto e a secretaria da Fazenda do estado e não para trazer qualquer retaliação aos docentes, até pelo fatos dos profissionais terem deixado claro em documento distribuído à imprensa que se orgulham de "trabalhar nesta instituição, principalmente porque o nosso compromisso é com a defesa do modelo de Universidade pública, gratuita e de qualidade. Também nos orgulhamos pelo seu histórico de mobilizações nessa direção, especialmente pela sua Autonomia, e pela seriedade do trabalho desenvolvido por muitos colegas, buscando sempre o melhor, para torná-la uma universidade de referência".

Os professores colaboradores concluíram a Nota Pública dizendo que gostariam de "deixar bem claro que não temos interesse em sair da instituição, principalmente, porque, como afirmamos: defendemos o modelo de educação pública, gratuita e de qualidade. O nosso objetivo é chamar atenção para que essa situação, que, infelizmente, acaba refletindo em toda a comunidade, seja revertida; para que muitos professores qualificados e comprometidos não sejam forçados a deixarem a Universidade em busca de melhores condições de trabalho. Nessa perspectiva, avaliamos que a melhor forma de chamarmos a atenção para esse problema seria iniciando uma paralisação das nossas atividades esta semana".

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