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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Artigo: Uma Análise do resultado do Enem 2015

Enaltecer os estudantes que conseguiram obter uma boa nota no Enem 2015 nos quesitos redação e matemática é louvável. Mas, e o que dizer dos mais de 500 mil que zeraram a nota de redação e uma média em matemática muito abaixo do esperado? Quando vemos esses números negativos temos uma forte tendência de culparmos o ensino em nossas escolas, responsabilizarmos os governos, o ministro da pasta da educação e por ai vai. 

Entretanto, qual o papel do aluno na busca do conhecimento e da informação? Antes de tentar responder essa pergunta, a gente também culpa a disciplina da exata e colocamos como bicho papão do ensino aprendizagem em qualquer instituição educacional. Enquanto em alguns países os discentes fazem filas para irem para uma biblioteca, embora possa parecer exagero na concepção de muitos, no Brasil especificamente fazem filas para irem para uma balada e outra espécie de entretenimento. Nada contra a balada e qualquer diversão que os jovens curtem. 

Devemos separar as coisas, ou melhor, ter discernimento para priorizar o que é mais importante em curto prazo. Hora de estudar, hora de trabalhar, hora de si divertir e a hora da balada. Zerar uma redação reflete falta de leitura, displicência de ouvir rádio, não dar importância aos meios de comunicação, a imprensa televisiva e o jornal impresso. Zerar uma redação é desconhecer o assunto proposto, ou talvez, dificuldades de colocar no papel as ideias, reorganizar as frases, a construção das palavras. 

Mesmo que tal aluno não consiga redigir um texto dentro dos padrões normativos, pelo menos, que conseguisse escrever algumas linhas contextualizadas de acordo com o que se sabe. E na área de matemática qual a causa para tal declínio? Estudos mostram que 89% dos alunos concluem o ensino médio sem aprender o esperado dessa área. Será que o responsável é o professor por não ensinar os conteúdos de maneira correta ou o estudante que não tem interesse de aprender? 

De certa forma o Enem é seletivo, consegue vaga em tal curso e universidade a melhor nota, ou talvez, quem mais se dedicou para enfrentar a maratona de disciplinas exigentes. Essa realidade do Enem de qualquer maneira levanta uma discussão em torno da nossa educação. O que fazer para tornar a escola ou o colégio um ambiente prazeroso e atraente? Como provocar no estudante entusiasmo e o desejo ardente de querer ser alguém através da ferramenta do estudo? O que fazer para que nossa juventude tenha sonhos e lute persistentemente e incansavelmente até alcançá-los? Além disso, qual a melhor alternativa para melhorar o domínio de algumas disciplinas que causam perplexidades aos alunos? 

Precisamos unir esforços no sentido de dinamizar o estudo, superar essas dificuldades, dar um salto de qualidade e mudar a cara da educação com políticas públicas que dê resultados satisfatórios. Corrigir essas distorções não é tão fácil assim. O Problema já vem desde a tenra idade escolar. Consequentemente o resultado é isso ai, baixo nível de aprendizado, fracasso e retrocesso na assimilação dos conteúdos, com algumas raras exceções. 

Até quando seremos um vexame nas estatísticas de baixo rendimento escolar? Aqui não queremos escancarar as portas de vários fatores inescrupulosos que mancham o nosso país. Apenas a educação, a principal ponte para conduzir o Brasil para um grande desenvolvimento, econômico e social. Um povo educado é um povo politizado e civilizado. O caminho que leva os jovens para conquistas de grandes realizações, ainda é, e sempre será o estudo.

Antonio Damião Oliveira da Silva (damis.oliver@hotmail.com)
Guarda Municipal Petrolina-PE
Graduado em Matemática

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