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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Recebida por Dilma na prisão, amiga comparece à posse da presidenta

Mais de quarenta anos depois, Ieda de Seixas é grata à recém-empossada presidenta Dilma Rousseff por um momento dolorosamente inesquecível em sua vida: ao lado da mãe e da irmã, foi presa durante a ditadura militar. “Quando cheguei ao Presídio Tiradentes, a primeira pessoa que me recebeu foi a Dilma. Foi uma recepção calorosa, para quem tinha vindo de Dops, do Doi-Code e todo aquele clima de monstruosidade, foi um aconchego o abraço dela. Coisa de mãe, embora ela tenha a mesma idade que eu. Mas a gente se sentiu acarinhada”.

Após ser recebida por Dilma, em 1971, Ieda ficou presa durante um ano e meio. Seu irmão, preso aos 16 anos, viu o pai falecer após dois dias de tortura. Ela conta que a mãe teve um enfarto na prisão e só recebeu assistência dos médicos que estavam presos porque a “repressão disse que era para deixar morrer”.

Participando da posse de Dilma mais uma vez, após quatro anos, e ao lado de amigas da presidenta que aguardam sua chegada no Palácio do Planalto para a continuação da cerimônia, Ieda embarga a voz para falar. “Tenho muito orgulho de conhecê-la, de ser brasileira, e a minha geração subiu a rampa. Então é muita emoção, indescritível”, diz.

Aos 67 anos e morando em São Paulo, Ieda conta que hoje em dia não se encontra com Dilma, mas que mantinha proximidade com ela quando morava em Porto Alegre. “Hoje como ela se mostra é como se mostrava na prisão, generosa, amiga e muito séria. Mas não é sisuda, ela faz piada de tudo, é uma pessoa extremamente bem-humorada”, afirmou. AgenciaBrasil

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