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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sintepe aprova novo piso com acréscimo de 13%, mas espera aumento prometido por Paulo Câmara

Em Pernambuco, a notícia do aumento de 13,01% no piso salarial dos professores da educação básica foi bem recebida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Para o coordenador geral do Fórum Nacional de Educação e diretor do sindicato, Heleno Araújo, o reajuste é uma vitória para a categoria, no entanto, a luta por melhores salários ainda tem um longo caminho.

O salário do docente da rede pública do País, do ensino infantil ao médio, com jornada de 40 horas semanais, passou dos atuais R$ 1.697 para R$ 1.917,78. "Esse valor deve ser tido apenas como referência. O ideal é que o salário seja maior para que o professor possa ter um vínculo exclusivo com uma escola", avaliou Heleno Araújo. Atualmente, de acordo com o sindicato da categoria, Pernambuco vem cumprindo os valores estabelecidos pelo piso nacional dos professores.

Apesar disso, para o diretor do Sintepe, o salário ideal para o professor de nível médio estaria em torno dos R$ 3 mil, já o docente com ensino superior deveria receber cerca de R$ 4,5 mil. Tendo em vista esses valores, Heleno Araújo alerta que o aumento em Pernambuco deve ser ainda maior do que o que foi anunciado pelo Governo Federal.

"Aqui o novo governador Paulo Câmara prometeu dobrar o salário do professor até o final dos quatro anos de governo, para isso, só esse ano o aumento tem que ser de 25%. Se o Governo Federal já deu 13%, agora faltam 12% do Estado", explicou Heleno Araújo. Ele ainda alerta que, para que Pernambuco possa pagar os vencimentos prometidos, é preciso planejamento. "Se eles [Governo Estadual] dizem que a Educação é prioridade, é preciso tomar medidas para que essa promessa saia do papel", comentou.

O percentual do aumento foi divulgado na tarde desta terça-feira (6) pelo Ministério da Educação e segue fórmula estabelecida em lei de 2008. No ano passado, o reajuste foi de 8,34%. De acordo com levantamento mais recente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), de maio do ano passado, 10 Estados ainda pagam abaixo do piso. Ne10

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