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segunda-feira, 9 de março de 2015

Impeachment de Dilma seria “golpe”, diz Eduardo Cunha


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manifestou hoje (9), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), seu posicionamento contrário a um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Acho que isso é golpe. Ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir. Aqueles que votaram nela e porventura se arrependeram deveriam ter esse juízo de valor antes de votar, e terão a oportunidade de rever na próxima eleição”.

Cunha salientou que não dá para aceitar essa forma ilegal de se arrancar do Poder quem foi eleito pelo povo, de maneira legítima. “Esta não é a forma de atacar o problema, na minha opinião”. Após a crise política derivada da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara disse que a relação com a presidenta da República e com os ministros que fazem a articulação política fica “institucional, como tem que ser. Os poderes são independentes e harmônicos”. Ele destacou que não há confiabilidade, mas a harmonia tem que estar presente.

Eduardo Cunha ressaltou que não fará da presidência da Câmara uma fonte de retaliação ao governo. “Eu sei separar bem os meus papéis de presidente da Câmara e de vítima de uma abertura de inquérito imotivada, escolhida a dedo e com objetivos políticos”.

Ele prometeu trabalhar pela governabilidade, “sempre”, apesar da crise política. Avaliou que a atuação do Ministério Público Federal, pedindo a abertura de inquérito para investigar possíveis irregularidades cometidas por parlamentares, incluindo o próprio presidente da Câmara, compromete a confiabilidade, mas não a “responsabilidade que a gente tem com a governabilidade”. Deixou claro, entretanto, que o não comprometimento com as irregularidades não significa que as relações políticas com o governo serão as mesmas.

Segundo Cunha, todo o esforço deve ser feito para evitar que a crise política respingue, de maneira negativa, sobre a economia brasileira. “Temos que evitar que isso contamine a economia”. Na sua opinião, o Brasil não pode perder o grau de investimento ou a confiança dos investidores estrangeiros, e deve trabalhar para que a instabilidade política não afugente os investidores.

“Nós precisamos ter a consciência do papel que temos que desempenhar, para dar um sinal de tranquilidade para os investidores e o mercado”, pois entende que caso isso não ocorra, a crise econômica será aprofundada. “Esse é um recado claro que quero passar”, comentou. CongressoemFoco

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