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sexta-feira, 6 de março de 2015

Mesmo com país em crise, deputados querem gastar R$ 1 bilhão com Shopping, novo plenário e estacionamento para 4 mil lugares

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem reforçado a intenção de tirar do papel uma promessa feita na campanha para a presidência do órgão: a ampliação do espaço físico da Casa. O projeto envolve construção de ao menos três prédios, que contemplariam um novo plenário, maior do que o atual, e até mesmo uma espécie de shopping center, que ficaria a cargo da iniciativa privada. O custo total da empreitada é estimado em cerca de R$ 1 bilhão por integrantes da Mesa Diretora.

O Departamento Técnico (Detec) da Câmara tinha uma proposta de licitação pronta para a construção do Bloco B do Anexo IV, com custo estimado em R$ 285 milhões. “(O bloco B) estava pronto para ser licitado. Aí veio a mudança da Mesa (Diretora) e entrou o deputado Eduardo Cunha, que disse: ‘Esse prédio vai resolver todos os problemas?’. Nós dissemos que não, os deputados vão precisar de gabinetes maiores, e o novo prédio não possibilitaria isso. Precisamos de um plenário maior, que a gente não consegue colocar aqui. Tem um deficit de vagas de garagem também. Então ele disse: ‘Quero estudar algo diferente, que resolva”, descreveu o diretor do Detec, o engenheiro Maurício da Silva Matta.

A última proposta elaborada pelo Detec, de abril de 2014, previa a construção de um novo edifício, de três andares, no espaço hoje ocupado pela garagem do Anexo IV, e a construção de um prédio idêntico ao existente hoje, no lado oposto. A estrutura do meio receberia um novo plenário, com capacidade para 670 pessoas, que seria usado em situações de emergência ou para receber sessões do Congresso.

“Vamos deixar esse auditório todo preparado para funcionar como plenário em uma situação emergencial”, diz Matta. O Plenário Ulysses Guimarães, em comparação, tem 398 assentos. Eduardo Cunha, porém, garantiu que a estrutura não será aposentada. “Quando nós falamos para o presidente, ele disse que ‘o plenário nunca vai ser substituído. Aquele plenário tem história, tem peso’”, contou o engenheiro.

Já o PT apoiará a construção de um novo anexo na Câmara. “O Congresso de hoje está praticamente inviável, sem salas suficientes para reuniões”, reclamou o líder do PT na Câmara, o deputado federal Sibá Machado (AC). “A construção de um novo prédio é uma necessidade e não temos de ter vergonha de afirmar isso. Essa era uma proposta do Arlindo (Chinaglia), que conseguiu levantar mais de R$ 300 milhões para a obra. Temos dinheiro em caixa para essa finalidade”, defendeu.

No Orçamento de 2015 (que ainda não foi aprovado), a Câmara reservou cerca de R$ 5 milhões para a obra, o que não chega nem perto dos custos estimados pela Mesa Diretora. EM

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