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quarta-feira, 25 de março de 2015

Os Dez Mandamentos faz estreia impecável e afeta o Jornal Nacional

Ao invés de insistir em ser uma cópia (piorada) da Globo, a Record acerta em investir numa área em total sintonia com a ideologia da emissora: produções bíblicas.

Na noite de segunda-feira (23), o capítulo de estreia de Os Dez Mandamentos, sobre a trajetória de vida do profeta Moisés, foi um colírio para os olhos de quem aprecia bela cenografia, figurinos caprichados e caracterizações corretas.

A novela escrita por Vívian de Oliveira é tecnicamente impecável, da iluminação aos efeitos especiais. Perde pontos apenas no texto pouco inspirado, recheado de clichês.

Pelo menos evitou-se o didatismo enfadonho. Até quem nunca leu a Bíblia consegue acompanhar a trama. A autora construiu histórias e personagens de fácil percepção.

O diretor-geral Alexandre Avancini disse que a novela vai “pra cima” do Jornal Nacional, já que começa no mesmo horário. Essa ‘promessa’ começou a se desenhar.

De acordo com dados prévios o Ibope, Os Dez Mandamentos registrou 9.7 pontos de média. Na mesma faixa, a Globo marcou 20.4 e o SBT, 9.6 pontos. Os números consolidados serão divulgados no início desta tarde.

Esse índice do primeiro capítulo representa 670 mil domicílios e quase 2 milhões de telespectadores somente na Grande São Paulo. A trama pontuou bem acima da produção anterior da Record, Vitória, que teve média geral de 5.8 pontos.

Nesta segunda, o Jornal Nacional alcançou média de 20 pontos, também segundo aferição prévia do Ibope. Caso se confirme, será a audiência mais baixa do ano. Na semana passada (de segunda a sábado) a média foi de 25.5 pontos.

O destaque da estreia de Os Dez Mandamentos foi Day Mesquita no papel da ambiciosa Yunet. A personagem é amante do primo, o general Disebek (Daniel Aguiar). Porém ele recebeu do faraó Seti I (Zé Carlos Machado) a mão da princesa Henutmire (Mel Lisboa).

Como compensação, Yunet é levada por Disebek para a corte, onde se torna dama de companhia da princesa. Grávida do primo, ela logo seduz um servo do rei e se casa, numa versão arcaica do golpe da barriga.

Apesar de ter uma vida confortável junto à família real do Egito, a vilã não se conforma em ver o homem que ama nos braços de outra mulher.

Após a cerimônia de casamento de Henutmire e Disebek, Yunet dopa a princesa com um chá e toma o lugar dela no quarto de núpcias, para surpresa de seu primo. Assim terminou o primeiro capítulo.

No núcleo dos súditos, quem roubou a cena foi a menina Isabella Koppel no papel de Miriã. Ela protagonizou a cena mais dramática da noite, quando soldados atiram recém-nascidos hebreus num rio, a mando do faraó.

Escondida atrás de uma pedra, com medo de que o futuro irmão, Moisés, tenha o mesmo destino (a mãe dela, Joquebede/Samara Felippo, escondera uma gravidez em estado avançado), Miriã chora ao testemunhar a atrocidade contra os bebês.

Isabella, de 10 anos, construiu uma interpretação consistente, com dosagem certa de emoção. Sem nenhum texto, conduziu a sequência apenas com expressão facial destacada em closes. Uma performance raramente vista em crianças de sua idade.

É interessante ter novelas tão distintas na faixa das 21h. Na Record, uma história bíblica com aspecto hollywoodiano. Na Globo, os enredos polêmicos de Babilônia. No SBT, as traquinagens vistas em Chiquititas e Carrossel. Na Band, o folhetim turco Mil e Uma Noites.

Ofertas variadas ampliam o poder de escolha dos telespectadores. Quando mais, melhor. Terra

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