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quarta-feira, 29 de abril de 2015

PR, SP e PE: Greve de professores é um sinal de alerta

Professores da Rede Pública estadual de Pernambuco, São Paulo e Paraná estão em greve, protestando contra a forma como o poder público tem tratado a categoria.

Em São Paulo, desde 13 de março, os professores apertam o governador Geraldo Alckmin por um reajuste salarial de 75,33% e melhores condições de trabalho. Também cobram equiparação salarial.

Em Pernambuco, os professores querem que o governador Paulo Câmara, cumpra a Lei do Piso Salarial, que garante reajuste de 13,01% a todos os professores e não só aos profissionais com nível médio, o antigo magistério, como define o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa no final de março.

No Paraná, os professores iniciaram a segunda greve geral do ano nesta segunda-feira (27) em protesto contra a proposta de mudança na previdência estadual, ques está sendo votada na Assembleia Legislativa. A situação chamou a atenção até do Senado Federal que nomeou uma comissão de cinco parlamentares para acompanhar de perto o embate. O governo de Beto Richa, em crise financeira, quer uma nova alteração para a previdência –uma das principais despesas do Estado.

Além dos protestos na rua, nas Assembleias Legislativas e nas próprias escolas, que conta inclusive com o apoio de muitos estudantes e até famíliares, a disputa está sendo feita na Justiça do Trabalho, com os magistrados declarando as greves ilegais, determinando o retorno ao trabalho e impondo multas diárias altíssimas pelo descumprimento das decisões judiciais.

Apesar dos reivindicações pertinentes dos professores, os governadores e seus correligionários acusam os sindicatos de realizarem greves políticas, inoportunas e intransigentes. Para tentar enfraquecer as manifestações pontos estão sendo cortados e declarações de que as greves estão esvaziadas são dadas.

Do outro lado, os dirigentes sindicais e as próprias bases em greve prometem lutar com todas as forças defendendo suas pautas de reivindicações. Professores que não aderem ao movimento estão sendo procurados na tentativa de serem convencidos a fortalecer as paralisações.

Essas greves, trazem em seu bojo um sinal de alerta quanto à qualidade do ensino público oferecido em nosso país, que não tem atendido a contento à necessidade da sociedade, com professores desmotivados, com estudantes descomprometidos, com um sistema de ensino falho. As notas do IDEB, do ENEM e de outros índices estão ai para demonstrar que ainda precisamos melhorar muito. Que colhamos frutos positivos deste momento de luta. Que os professores alcancem seus objetivos, que os governos priorizem a educação, que estejamos todos nós engajados na busca por um ensino de qualidade.

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