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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Com apoio do movimento estudantil, segue greve das Universidades baianas há mais de 2 meses

Dois meses se passaram e a greve nas Universidades Estaduais da Bahia (UEBA’s) ainda continua. Segundo os grevistas, isso é resultado do descaso do atual Governo com o orçamento das universidades.

A luta reivindicando a valorização da carreira docente e da educação pública superior de qualidade são pautadas pelo movimento grevista docente que não inclui a questão salarial, mas sim a afirmação de um compromisso com uma educação de qualidade. O aumento do RLI (Receita Liquida de Impostos) para 7% para a manutenção das universidades estaduais, a revogação da lei 7.176/97 que fere a autonomia universitária, o respeito aos direitos trabalhistas e a ampliação do quadro de contratação/números dos professores, compõem as bandeiras de luta do Movimento Docente que segue no comando de greve.

Os problemas orçamentários também atinge diretamente a classe discente universitária, pois, convivemos em espaços sem infraestrutura e não há uma devida assistência estudantil. A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) por exemplo, é uma das maiores multicampias da América Latina e não possui Restaurantes Universitários, nem mesmo em sua sede, em Salvador. Com isso, o Movimento Estudantil uniu-se à luta, mas é claro, com suas particularidades e realidades, como: 1% da RLI para a permanência estudantil- Plano Estadual de Assistência estudantil-. Nós, enquanto estudantes das Estaduais da Bahia, enquanto estudantes da UNEB- Campus III, não podemos nos esconder e nem nos acomodar diante dessa luta, uma vez que o corte orçamentário na educação nos atinge fortemente em nosso processo de ‘formação temporal universitário’. Lutamos pela construção de Restaurantes Universitários e creches, por melhorias e igualdade nas residências universitárias, pela verba para viagens a congressos e encontros que são de suma importância para a formação acadêmica do discente.

O governo até agora vem mantendo uma política de comunicação ativa com a classe docente, mas ainda não respondeu positivamente ao aumento de investimentos para as Universidades e nem às reivindicações estudantis. É necessário firmar laços entre o Movimento Estudantil e docentes, é importante frisar que trata-se de uma luta unitária pela melhoria de nosso ensino superior público de qualidade, e por entender tamanha dimensão o Levante Popular da Juventude atua e defende as bandeiras do Movimento Estudantil e vem trabalhando no fortalecimento das bandeiras de lutas da greve das UEBA’S, unindo forças com servidores e professores e estando presentes em atividades, como, atos, reuniões, cafés da manhã, dentre mais ações relacionadas a greve.

O Movimento Estudantil das quatro universidades e o Levante Popular da Juventude estiveram presentes nos atos dos dias 8 de abril e 19 de maio em Salvador contra o corte de orçamento para UEBA e também no dialogo com a Aduneb (Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia) sobre a lei 7.176 do dia 21 de maio no Canto de Tudo e no dia 29 de maio, o Levante participou das manifestações do Dia Nacional de Paralisações, que aconteceu em todos os estados, em defesa da classe trabalhadora e contra o PL da terceirização e que também foi um espaço para reivindicar as causas da Aduneb.

Em decorrência disso, nesta quarta, 9 de julho, as AD’s estarão articulando um plano de ação para ser executado em todo o Estado. Um ato relâmpago em todas as cidades universitárias estaduais em prol da mobilização da sociedade, para deixar evidente que a greve segue e precisa ser atendida. 

A greve continua e sem previsão para seu fim.

As informações são do Coletivo de Comunicação do Levante Popular da Juventude

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