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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Fórum Regional de Combate ao uso de Agrotóxicos é lançado no primeiro dia do SemiáridoShow

O Fórum Permanente de Combate ao uso de agrotóxico no Vale do São Francisco foi lançado em um valioso espaço de discussão na tarde do primeiro dia da maior Feira da Agricultura Familiar do Nordeste, o SemiáridoShow.

No espaço foram discutidas políticas públicas de incentivo à agricultura familiar, como criação de linha de créditos que auxiliem o/a pequeno/a agricultor/a a produzir alimentos limpos (sem a utilização de agrotóxico); controle e monitoramento do uso e distribuição do agrotóxico; riscos a saúde e a dificuldade de diagnosticar os seus impactos a longo prazo na vida não só dos trabalhadores como do consumidor em geral, dos animais e do próprio meio ambiente.

Estavam presentes na mesa, representantes dos fóruns baianos, pernambucano e do Fórum Nacional de Combate ao Uso de Agrotóxico, além de um representante da Via Campesina. A discussão girou em torno da construção de um Fórum Regional para debater, divulgar dados, promover pesquisas e organizar ações relativas ao combate do uso descontrolado dos agrotóxicos, pensando na realidade da região do Vale do São Francisco.

Segundo a promotora de justiça regional de Paulo Afonso, coordenadora do Núcleo do São Francisco e do Fórum estadual de combate ao uso de agrotóxicos, Luciana Khoury, a proposta desse fórum regional é criar um espaço permanente de discussão, de enfrentamento do tema e de ações concretas para controlar a situação dos impactos a partir da agroecologia, sendo esse o motivo do lançamento no SemiáridoShow, que é um espaço onde se valoriza essas iniciativas.

Participação do movimento de Mulheres

Preocupadas com os impactos dos agrotóxicos na vida e saúde da mulher, as organizações de mulheres da região estiverem em peso para prestigiar o espaço. O Conselho da Mulher do estado de Pernambuco, o Conselho da Mulher do município de Lagoa Grande (PE), o Programa Chapéu de Palha, as mulheres do MST participaram do espaço.

A coordenadora regional do Sertão do São Francisco, junto a Secretaria da Mulher de Pernambuco, falou sobre a situação da mulher nas questões relacionadas ao agrotóxico: “a gente tem uma situação bastante complicada na questão das mulheres, dados muito fortes de mulheres contaminadas por agrotóxicos, mulheres que estão com determinados tipos de câncer de pele, porque são elas que estão aí colhendo as frutas, enfim, a gente tem também o dado gritante do número de mulheres se suicidando, certamente tem a ver com esse uso de agrotóxicos indiscriminado na região”, pontua.

Lançamento de dossiê

Durante o debate foi lançado também o Dossiê ABRASCO. Pedro Albuquerque, secretário executivo do Fórum Pernambucano de Combate aos efeitos de Agrotóxicos explica que o livro reúne diversas pesquisas e análises acerca do agrotóxico, inclusive com exemplos dos impactos desse uso em algumas comunidades. “A primeira parte do livro é um alerta sobre a quantidade de agrotóxicos nos alimentos, a segunda fala dos agrotóxicos na saúde, ambiente e sustentabilidade. A terceira parte fala sobre o conhecimento científico popular, da proposta da ecologia de saberes usando exemplos de comunidade que conseguiram superar a dependência dos agrotóxicos e venenos com experiências de agroecologia, agricultura familiar e casos de comunidades e populações do campo, da floresta que estão sendo atingidas, contaminadas por agrotóxicos”.

Pedro destaca ainda que o livro “trata da crise do paradigma do agronegócio e a luta pela agroecologia.” O material é uma construção coletiva de entidades que combatem o uso do agrotóxico e está disponível para compra na versão impressa no site da editora Expressão Popular e sua versão em PDF pode ser encontrada no site da ABRASCO.

O debate foi finalizado após colocações feitas por agricultores/as que contribuíram para a construção do Fórum, compartilhando suas experiências com o uso de agrotóxico e a insegurança com relação ao manejo e a dificuldade no cultivo de alimentos orgânicos. As campanhas de crédito do governo voltadas ao incentivo do uso e a falta de investimento para a agricultura familiar limpa foram colocadas como desafio. A próxima reunião sobre o tema acontecerá no dia 23 de novembro na Univasf, em Juazeiro, onde se pretende trabalhar em conjunto a organização do Fórum Regional.

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