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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Minicurso apresenta alternativas para transformar esgoto sanitário em fertilizante nas áreas rurais

Você já parou pra pensar para onde vai o esgoto sanitário nas comunidades rurais? Uma possibilidade que pode responder a esta pergunta é a Fossa Séptica Biodigestora, tecnologia que foi apresentada pela Embrapa Instrumentação em minicurso na tarde desta terça-feira (20), primeiro dia da Feira SemiáridoShow.

Com a preocupação em desenvolver alternativas para o saneamento básico rural, as/os participantes puderam conhecer a pesquisa e experimentos desta inovação tecnológica que já vem sendo adotada por algumas famílias no Brasil. Após apresentar o funcionamento da simples estrutura que pode ser montada em qualquer região do país, o analista da Embrapa Carlos Renato Marmo respondeu a diversas perguntas das/dos participantes do minicurso interessados em conhecer melhor a proposta.

A fossa séptica biodigestora é um sistema de tratamento do esgoto oriundo do vaso sanitário, transformando-o em adubo que pode ser usado em cultivos diversos no próprio quintal de casa. Para uma residência com até cinco pessoas, três caixas de fibrocimento de mil litros cada e alguns acessórios como válvulas, canos e registros são suficientes para montar o sistema retroalimentado por água e esterco bovino, o que viabiliza a produção de gás metano através de processo bacteriano.

De acordo com Renato Marmo, a Embrapa Instrumentação implantou recentemente no estado de Rondônia 12 unidades de demonstração na propriedade de famílias que demonstraram interesse ao perceber a importância desta tecnologia para a melhoria da qualidade de vida e para a saúde do meio ambiente.

O fornecimento gratuito de nutrientes para as plantas, a reciclagem de água e a minimização dos impactos causados pelo lançamento de esgotos ao ar livre ou em fontes hídricas, são algumas das vantagens da fossa séptica biodigestora. Além disso, é uma possibilidade de economia na aquisição de fertilizantes e de garantia de uma produção vegetal livre de agroquímicos.

No Brasil, a ausência do saneamento básico é algo comum, gerando inclusive problemas de saúde pública. No meio rural é um tema que pouco se discute, embora a lei nacional do saneamento básico (nº 11.445/2007) estabeleça como um serviço que deve ser ofertado de forma universalizada, ou seja, assegurando também para as comunidades rurais e populações difusas.

Demário Alves, estudante de meio ambiente, participou da oficina e considera a tecnologia muito importante porque “é uma forma de fazer o tratamento do resíduo que você gera durante o dia, tratar as fezes por exemplo e usar o fertilizante na produção”. Durante a explanação, as/os participantes viram a comparação entre plantas adubadas com o fertilizante resultante da fossa séptica e com produtos industrializados disponíveis no mercado, percebendo a vantagem no uso do fertilizante natural. “Isso mostra a eficiência que essa fossa séptica traz, é interessante, é uma tecnologia barata e vai contribuir para não poluir o lençol freático e meio ambiente”, expressa Demário.

Uma diversidade de minicursos estão sendo oferecidos ao longo da programação da Feira Semiárido Show que acontece de 20 a 23 de outubro na Unidade da Embrapa Produtos e Mercados, em Petrolina (PE). Em sua sexta edição, o evento tem uma expectativa de público de mais de 20 mil pessoas e é uma realização da Embrapa em parceria com o Irpaa.

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