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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Programação da Feira SemiáridoShow 2015 é painel de alternativas para o desenvolvimento da agricultura familiar

Da abertura, na manhã do dia 20, até o final, na tarde de 23 de outubro, a Feira SemiáridoShow 2015, organizada pela Embrapa e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), terá registrado mais de 210 eventos diferentes numa extensa programação de minicursos, seminários, dias de campo, oficinas, reuniões técnicas.

Toda estas atividades compõem um painel de alternativas para o desenvolvimento econômico e social da agricultura familiar do Nordeste e integrados ao tema da feira: "Territórios, Água e Agroecologia: base para vida no Semiárido". Parte delas estão marcadas para acontecer em área de demonstração de tecnologias e outras agendados para pequenos auditórios e salas instaladas no local da realização, o escritório de Petrolina (PE) da Embrapa Produtos e Mercados.

Inovações


Os dias de campo estão marcados para acontecer no mesmo espaço cultivado com espécies alimentares, forrageiras, florestais e agroenergéticas, e ao lado de instalações como aprisco, galinheiro e equipamentos para captação e armazenamento de água de chuva e sistemas simplificados de irrigação de pequenas áreas. Alguns dos minicursos vão tratar dessas questões com uma abordagem mais detalhada.

“Serão tratadas inovações que, apropriadas pelos agricultores, se chegam a resultados como aumentos de produtividades nos cultivos ou na criação de animais”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Carlos Gama da Silva, pesquisador e Chefe Geral da Embrapa Semiárido.

O aumento das colheitas sob as condições naturais da região é um dos critérios escolhidos para expor a tecnologia na feira. Vários outros, no entanto, são agregados tanto pelas informações obtidas em testes experimentais quanto pelas avaliações de desempenho realizadas em áreas de agricultores/as ou comunitárias. De acordo com Pedro Gama, são informações que apontam para menor dependência de insumos externos à propriedade, além de manejos mais simples, custos mais baratos para apropriação e, “um aspecto fundamental”, se apoiam na valorização dos recursos naturais do ecossistema da Caatinga.

O pesquisador afirma que várias das tecnologias “estiveram inseridas em estratégias agrícolas, sistemas de produção e compondo políticas públicas que se mostraram capazes de superar situações ambientais extremas como a seca registrada nos quatro anos recentes, a pior das últimas cinco décadas. A resiliência apresentada pela criação caprina, ovina e da chamada galinha caipira, neste período, deu a essas atividades amplo espaço na programação da feira: de minicursos a demonstrações de espécies forrageiras e instalações (aprisco e galinheiro).

A Feira SemiáridoShow 2015 ainda terá o espaço da Vila da Economia Solidária com estandes típicos onde agricultores/as e suas organizações representativas irão expor, divulgar e comercializar produtos artesanais. Este espaço é representativo de muitas iniciativas de aproveitar os recursos naturais da Caatinga para processamento na forma de doces, sucos, geleias, artesanatos e até cerveja. Com ele, busca-se fortalecer as experiências e, especialmente, ampliar os circuitos de comercialização e cooperativismo, bem como criar um espaço de diálogo de saberes e trocas de experiências entre agricultores/as familiares e outros participantes da feira.

Seminários

Pedro Gama explica que o tema e a programação da feira espelham a convergência de políticas e projetos que ministérios, instituições de pesquisas, órgãos estaduais, prefeituras, movimentos sociais e bancos públicos têm pautado suas ações nas áreas dependentes de chuva do Nordeste. “Em linhas gerais, partindo de diversas estratégias corporativas e institucionais se integram à ideia de Convivência com Semiárido que vem construindo soluções para a segurança alimentar, a geração de renda, o desenvolvimento da economia regional e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores/as e das suas famílias”, diz.

Este conjunto de atores das áreas públicas e privadas está reunido na organização dos dois seminários programados para acontecer na feira: Uso e gestão da água: crise hídrica e políticas públicas voltadas para a água e Seminário Acadêmico: Agrobiodiversidade do Nordeste – Estratégias de apoio às ações locais e às políticas públicas junto à agricultura familiar. Segundo Sérgio Guilherme de Azevedo, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Semiárido, os debates em ambos deverão resultar em proposições para “temas tão sensíveis para o Semiárido”.

Para Tiago Pereira da Costa, Coordenador Institucional do Irpaa, um debate importante a ser travado nesta sexta edição da feira diz respeito à agrobiodiversidade e aos meios de impedir que variedades crioulas “historicamente cultivadas nas comunidades rurais”, sejam perdidas ante a introdução de sementes transgênicas e de insumos químicos nas lavouras”. Na sua opinião, este é um tema que terá boa repercussão na aglutinação das organizações públicas e da sociedade civil em torno de propostas que apontem soluções permanentes para a segurança alimentar dos agricultores/as e de suas famílias.

O coordenador Institucional do Irpaa diz que a partir do momento que “se reúne no mesmo espaço a sociedade civil, beneficiários de famílias que vivem no campo, agentes de assistência técnica, órgãos públicos, empresas privadas, todo o debate, todas tecnologias, todos os serviços oferecidos permitem construir uma sinergia que ajuda a pensar e efetivar ações concretas dentro de um novo Semiárido“.

A Feira SemiáridoShow tem a participação de 13 Unidades da Embrapa (Semiárido, Solos, Produtos e Mercado, Instrumentação Agropecuária, Milho e Sorgo, Meio Norte, Tabuleiros Costeiros, Algodão, Pecuária Sudeste, Mandioca e Fruticultura, Caprinos e Ovinos, Agrobiologia e Soja).

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