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sábado, 24 de outubro de 2015

Propinas na Petrobras remontam à década de 1970, diz ex-gerente

Um dos colaboradores da Operação Lava Jato, o ex-gerente-geral do setor Internacional da Petrobras Eduardo Musa relatou que desde 1978, quando entrou na estatal por concurso público, ouve falar de pagamentos de propina na estatal fundada em 1953. A afirmação foi feita sob regime de delação premiada, que exige provas em troca de redução de eventuais penas, e indica que os esquemas de corrupção já estavam em curso quase 40 anos antes de a Polícia Federal ter deflagrado a Lava Jato, que abrange o período compreendido entre 2004 e 2014. As informações estão na edição deste sábado (24) do jornal O Estado de S. Paulo.

A reportagem teve acesso à íntegra do depoimento de Musa, que disse ter prestado serviços à petrolífera até 2009. Nos autos de seu inquérito, os investigadores da força-tarefa registram “que, desde que o declarante entrou na Petrobras se ouvia falar do pagamento de vantagem indevida nas mais diversas áreas, mas somente em 2006 o declarante começou a tomar conhecimento [das propinas] de forma direta”.

Também ex-funcionário da BR Distribuidora, Musa não chegou a ser preso por envolvimento em negociatas que consistiam em fraudes contratuais e pagamento de propina para viabilizá-las, por ação de um “clube das empreiteiras” que envolveu, entre outras, gigantes corporativas como Odebrecht e Camargo Corrêa. Era subordinado a dois ex-diretores da Petrobras presos em Curitiba – Nestor Cerveró e Jorge Zelada, dois dos principais operadores do esquema de corrupção – na área Internacional, apontada como cota do PMDB no sistema de fatiamento político das cadeias de comando que organizaram a arrecadação de propinas, a partir de 2004.

Na delação, Musa relata ter ouvido que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dava a “palavra final” sobre o comando da diretoria Internacional da petrolífera – ao lado do senador Fernando Collor (PTB-AL), Cunha é alvo da primeira denúncia formal da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. Ainda segundo o delator, um contrato de US$ 1,6 bilhão firmado entre o Grupo Schahin e a Petrobras para operação de um navio-sonda, com vigência entre 2006 e 2007, fez parte da quitação de uma dívida eleitoral do PT com a estatal. A campanha beneficiada, diz Musa, foi a de reeleição do ex-presidente Lula, que derrotou o tucano Geraldo Alckmin, em segundo turno, em 29 de outubro de 2006. CongressoemFoco

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