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Blog do Francisco Evangelista. Tecnologia do Blogger.
sábado, 19 de março de 2016

Pastor critica grampos telefônicos da Lava Jato e chama Juiz Moro de fofoqueiro

O Brasil passa por uma das maiores crises políticas de sua história. Em 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello sofria o processo de impeachment, as mobilizações no país eram grandes, mas proporcionalmente menores as que ocorreram dia 13 de março de 2016.

Aparentemente, a maioria dos antigos apoiadores do Partido dos Trabalhadores nesse momento preferiram o silêncio. Em meio a uma enxurrada de denúncias, gravações, delações e provas de corrupção institucionalizada no governo federal, um pastor evangélico conhecido insiste em ser uma voz dissonante.

Ariovaldo Ramos, considerado um dos principais nomes da chamada missão integral no Brasil, é um dos líderes evangélicos mais influentes da internet brasileira. Mais uma vez ele vem a público defender a presidente Dilma Rousseff e o PT. Sua simpatia pela ideologia socialista é conhecida.

Durante o primeiro mandato de Lula, Ariovaldo participava do chamado “Conselhão do presidente”, reunião que contava com a participação de integrantes de vários segmentos da sociedade.

Através de sua conta no Twitter, onde tem mais de 45 mil seguidores, o pastor Ariovaldo fez uma série de postagens nesta sexta (18), usando a hashtag #ESTADODEDIREITOJA. Ele parece confuso ao desferir uma série de tuitadas que mostram sua paixão político partidária.

Como as postagens no microblog aparecem na ordem que foram feitas, precisam ser lidar de baixo para cima na timeline para se entender a ordem cronológica.

Primeiramente, usou de ironia sugerindo que as pessoas voltassem a usar o orelhão por causa dos grampos divulgados pela imprensa.

Minutos depois, defendeu Lula e Dilma: “O presidente não tem celular, a presidenta tem… Adivinha quem foi grampeado!”. Depois, parece ter refletido sobre o tom que usara e dá um conselho “A fé cristã ensina a sermos misericordiosos com o próximo e duros conosco”.

Por fim, criticou abertamente o juiz Sérgio Moro: “Aviso aos navegantes: juiz não pode desfilar de toga em passarela nem ser fofoqueiro!”.

As postagens na sua conta no Facebook onde tem 27 mil seguidores foram criticadas. Talvez por isso, ele preferiu apaga-las, deixando apenas as do Twitter, onde a interação com os leitores é menor.

Curiosamente, não há nenhuma manifestação de Ariovaldo sobre o conteúdo das conversas interceptadas pela Polícia Federal nem sobre as articulações petistas para garantir o foro privilegiado a Lula, para que ele não pudesse ser preso pela Polícia Federal.

A indignação seletiva do teólogo influente chama atenção. Seu linguajar é tipicamente de um militante do PT, que ainda chama Lula de “presidente” e defende o indefensável. Oficialmente, Lula de fato não tem telefone. Contudo, a Polícia Federal sabia que ele usava celulares que estão em nome de seus seguranças. Foram esses os aparelhos grampeados. Dilma só foi ‘pega’ pois ligou para um número investigado por sua ligação com denúncias de crime de corrupção.

Ademais, a postura de Sérgio Moro até o momento não condiz com a acusação que ele “desfilaria de toga”. Afinal, o magistrado sempre foi avesso aos holofotes, não dá entrevistas à imprensa e tem sido aplaudido por diferentes instituições jurídicas pela sua conduta do processo da Operação Lava Jato. Gospel+

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