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domingo, 3 de abril de 2016

FHC insinua em artigo que defende o impeachment por falta de alternativa

Em artigo veiculado neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu abertamente o impeachment de Dilma Rousseff. Fez isso com alguma relutância. “Sempre fui cauteloso para endossar impeachments, porque se trata de mecanismo legal que anula uma decisão eleitoral majoritária.” Insinuou que preferiria trocar o governo por outras vias —novas eleições ou renúncia. Mas não crê na viabilidade prática de tais alternativas.

“Podem ter razão abstrata os que pedem eleições gerais já”, anotou FHC no texto, publicado no Estadão e no Globo. “Mas como fazê-las agora sem romper a Constituição? A renúncia é ato individual de vontade que foi respondido com um rotundo ‘não’! O caminho da anulação das eleições de 2014 pelo TSE deve continuar, mas ele pode ser objeto de recurso ao STF, o que retardaria a decisão. Se essa ocorrer em 2017, prevalece o texto da Constituição, que prevê eleições do presidente pelo Congresso se o tempo de mandato a se completar for de dois anos ou menos…”

Para FHC, o Brasil trava uma corrida contra o tempo. Portanto, precisa de soluções rápidas: “A paralisia da ação governamental e a marcha cruel da crise econômica que desorganiza a sociedade impõem que se comece logo a reconstruir o futuro. Haverá líderes capazes de tal proeza? Só o tempo dirá.”

Não basta trocar Dilma por Temer, escreveu FHC, com outras palavras: “A simples mudança de governo não resolverá os problemas nacionais. Estes requerem uma visão nova, a mudança das práticas político-eleitorais, bem como das políticas econômicas que nos levaram à recessão, ao desemprego e à desilusão. Práticas essas resultantes da má condução do Estado pelo lulopetismo. Sob a retórica maniqueísta de que representariam o bem, enquanto as demais encarnariam o mal, o que se viu foi a formação de quadrilhas para assegurar o poder com a aquiescência de empresários e partidos. Nenhum avanço social necessita da corrupção como coadjuvante.”

Principal liderança do PSDB, hoje o maior partido da oposição, FHC parece convencido de que será necessário algo como uma união nacional. “…Precisaremos de um mínimo de consenso entre as forças e lideranças sociais e políticas, inclusive as até agora dominantes, afastados os que tenham comprometimento pessoal com os malfeitos que arruinaram o povo, as empresas e o Estado.”

De antemão, FHC fixa como pré-condição para o entendimento a preservação da Operação Lava Jato. “Nenhum compromisso para o futuro que esteja baseado no ‘cala-boca’ das investigações (seus eventuais abusos devem ser corrigidos por decisões do Supremo) será capaz de reacender o que é essencial para nosso futuro: a competência na condução do Estado, a confiança e o apoio da sociedade. Sem maniqueísmo, sem salvacionismo e sem pretensões hegemônicas.” BlogdoJosias

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