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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Morgan Freeman busca encontrar Deus em nova série “A História de Deus”

No cinema, Morgan Freeman já interpretou Deus, no filme Todo Poderoso. Agora, ele parte numa busca por Ele em A História de Deus, série em seis episódios que o NatGeo estreia neste sábado (9), às 22h30. “A jornada é a parte empolgante”, explicou a produtora Lori McCreary em entrevista em Pasadena, na Califórnia. “Nas grandes civilizações, em povos e religiões diversas, as questões fundamentais são as mesmas: De onde viemos? Para onde vamos? O que acontece quando morremos? É parte da condição humana. Sendo crentes ou não, perguntamos as mesmas coisas – e, às vezes, as respostas são parecidas.”

O ator viajou a diversas partes do mundo tentando entender como grupos diferentes encaram essas perguntas essenciais. “Acho que é o projeto mais ambicioso de que já participei”, disse Freeman. Criado no Estado de Mississippi, ele participou de grupos de estudos da Bíblia quando era adolescente. “Minha busca por Deus foi muito rápida. Começou e terminou quando eu tinha uns 13 anos. Não é que encontrei Deus”, afirmou, antes de pausar, sabendo que podia gerar mal­entendidos. “Se pergunto: quem é Deus? Vou conseguir respostas como: Deus é um nobre. Não sei. Deus está em tudo. Deus está em mim. Deus é tudo. São todas respostas legítimas. Minha resposta é: Deus existe, por meio de toda forma de vida. Onde há vida há Deus.” Mas Freeman não é religioso. “Quando era mais jovem, ia à igreja batista porque achava divertido. Tinha música, canto, gente pulando, desmaiando…”, lembrou.

No primeiro episódio, ele explora como a morte é vista entre os mexicanos, que celebram o Dia de Finados de maneira festiva, e os hinduístas, que acreditam em reencarnação. Ao longo da série, observou uma menina da tribo navajo fazer um ritual de quatro dias para marcar sua transformação em mulher, e participou de uma experiência num laboratório, enquanto meditava. No Vaticano, conversou com o chefe da Pontifícia Academia das Ciências, Marcelo Sánchez Sorondo. “Fiquei muito surpreso com a existência da Academia, cujo membro fundador foi Galileu Galilei”, explicou. Sorondo negou toda a oposição entre a Criação e as teorias científicas como o big­bang. “Para ele, o big­bang não nega a Criação. Nem a evolução das espécies, que está incluída no conceito da Criação. A religião muda com o tempo porque a busca do homem por conhecimento obriga a adaptar às descobertas.”

Numa época em que a religião é usada para promover guerras, A História de Deus quer abrir as cabeças. “Há muita ignorância em relação aos outros”, disse a McCreary. “Temos estereótipos na nossa cabeça, mas não sabemos realmente. O que despertou a ideia da série foi uma visita à Haghia Sofia, em Istambul, que foi uma igreja e depois virou uma mesquita. Havia mosaicos contando a vida de Jesus. Perguntei ao nosso guia se eles tinham sido cobertos depois do domínio otomano. E ele disse que não, porque a vida de Jesus também fazia parte da sua tradição. Eu me senti muito ignorante. Nosso objetivo é mostrar o que temos em comum, em vez de apontar o que é diferente.” E isso inclui até mesmo os ateus. “Acho que eles vão ter mais respeito e vão perceber que muitas de suas ideias são parecidas com as dos devotos”, afirmou o produtor James Younger. Estadão

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