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terça-feira, 26 de abril de 2016

No Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, médico do HDM/IMIP faz alerta sobre a doença

Hoje, 26 de abril, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão. A data foi instituída pelo Ministério da Saúde (MS) para lembrar à população da importância de aferir a pressão arterial com regularidade, além de incentivar hábitos de vida mais saudáveis.

O Hospital Dom Malan/IMIP, como unidade materno/infantil em Petrolina (PE), desenvolve assistência à saúde da mulher. Para esclarecer as dúvidas sobre hipertensão na gestação, o ginecologista e obstetra, Álvaro Pacheco, fala sobre o assunto. “A hipertensão ocorre em sete a cada 100 gravidezes, é a situação onde as mulheres apresentam níveis tensionais iguais ou maiores que 140 (sistólica) ou 90 (diastólica). Pode acontecer inclusive, em mulheres que não eram hipertensas antes da gravidez, numa doença chamada pré-eclâmpsia”, explica.

As principais causas da hipertensão na gravidez podem acontecer em duas situações: a mulher engravidar sabendo que é hipertensa crônica ou durante a gravidez desenvolver doenças que fazem a pressão subir, como a pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia pode levar à necessidade de interrupção da gravidez antes do tempo, levando a prematuridade, o que pode ser danoso para o recém-nascido.

Segundo Álvaro Pacheco, “independentemente da causa, a hipertensão na gravidez é uma situação preocupante por ser a principal causa de mortalidade materna no Brasil. Sintomas como dor de cabeça forte, pontos brilhantes ou perda parcial da visão, dor na região do estômago em “queimação”, vômitos que não cessam, ou falta de ar sugerem avaliação por um profissional de saúde urgentemente. Importante relembrar que nem sempre as pacientes vão apresentar sintomas, o que faz com que as consultas pré-natais assumam um papel fundamental para diagnosticar precocemente a hipertensão”, alerta.

O obstetra também ressalta o uso de medicamentos, “as pacientes devem ser avaliadas por um médico, o qual vai definir a melhor conduta para a mesma. Há casos em que a mulher pode não precisar de medicamentos. Em outros casos os medicamentos vão ser fundamentais para prevenir ou mesmo tratar as complicações associadas à doença. Em todos os casos, o cuidado mais atento pela paciente, pela família e pela equipe assistencial é indispensável para garantir a saúde da gestante e do bebê”, afirma.

Mulheres que já tinham pressão alta antes da gravidez devem tomar cuidados extras, pois algumas intervenções antes da gravidez podem ajudar a ter um melhor desfecho gestacional, como perda de peso, controle do colesterol e triglicerídeos, adoção de uma dieta com ingesta adequada de sódio e rica em cálcio ou baseada em frutas ou com elementos com ação antioxidante.

Álvaro Pacheco destaca também que existe um perfil de mulheres que desenvolvem a hipertensão gestacional. “Mulheres com idade abaixo de 15 anos ou acima de 35, obesas, grávidas de gêmeos ou com diabetes, aquelas com doenças como lúpus ou alterações renais, ou as que já tiveram história de pré-eclâmpsia geralmente tem maior risco de desenvolver hipertensão na gravidez”, ressalva.

Complicações


As mulheres podem sofrer vários tipos de complicações que vão desde convulsões ou acidentes vasculares cerebrais – AVC (conhecidos como “derrames”) até sangramentos, perda da função dos rins, insuficiência respiratória, falência do fígado.

“Como norma geral, todas as mulheres que tiveram hipertensão surgida na gravidez devem ser acompanhadas, haja vista que esta aumenta o risco futuro de complicações como hipertensão crônica ou problemas relacionados com o colesterol ou triglicerídeos e falência dos rins por exemplo”, finaliza Álvaro Pacheco.

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