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sábado, 18 de junho de 2016

Janot vê indício de que Mendonça Filho, ministro de Temer, recebeu propina


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). Janot afirma que há indícios de que o deputado licenciado tenha recebido propina disfarçada de doação eleitoral, no valor de R$ 100 mil, da empreiteira UTC Engenharia em 2014. A empreiteira é uma das investigadas na Operação Lava Jato. Em pouco mais de um mês de governo, o presidente interino Michel Temer teve três baixas ministeriais decorrentes dos desdobramentos da Lava Jato.

Os indícios, segundo o procurador-geral, foram encontrados no celular do ex-diretor financeiro da UTC Walmir Pinheiro. Os investigadores também apreenderam uma manuscrito com o valor de R$ 100 mil associado ao nome de Mendonça Filho, junto com dados bancários de uma conta para doação em nome do Democratas.

“Curioso observar que na prestação de contas oficiai da campanha do deputado Mendonça Filho, há o registro de doação de exatos R$ 100 mil pelas empresas Construtora Odebrecht e Queiroz Galvão, cada. Ainda a UTC Engenharia efetuou doação de R$ 100 mil ao Diretório Nacional do DEM no dia 5 de setembro de 2014 e outra quantia de igual valor em 5 de agosto de 2014″, escreveu Janot. O pedido de investigação foi entregue em 26 de janeiro ao STF, mas só ontem foi divulgado porque tramitava de maneira oculta. Não há informação se a autorização foi concedida.

O ministro nega ter recebido diretamente doação da empreiteira naquela eleição. Segundo ele, o repasse foi feito legalmente ao partido. “O deputado foi, à época, procurado por interlocutores da UTC oferecendo doação legal no valor de R$ 100 mil. Neste contato, Mendonça Filho disse que não queria essa doação, mas se a empresa quisesse doar para o partido o fizesse. A doação foi feita ao partido de forma legal e está registrada na prestação de contas do partido de 2014, junto à Justiça Eleitoral”, diz a nota.

Em reunião no Palácio do Jaburu ontem, o presidente interino discutiu com ministros e outros assessores próximos os desdobramentos das delações premiadas que envolvem integrantes do governo. O temer do peemedebista é que as acusações desgastem o seu governo e dificultem a aprovação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado. O próprio Temer é acusado pelo ex-presidente da Transpetro, réu confesso e delator, de ter pedido R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo.

Na quinta-feira, o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves entregou o cargo após ter seu nome associado ao esquema de corrupção na Petrobras. Flagrados em conversas em que criticavam a Lava Jato, Romero Jucá e Fabiano Silveira deixaram os ministérios do Planejamento e da Transparência. CongressoemFoco

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