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terça-feira, 14 de junho de 2016

Por 11 a 9, Conselho de Ética decide pela cassação de Eduardo Cunha

Depois de mais de sete meses de discussões, o Conselho de Ética da Câmara acaba de aprovar, por 11 votos a nove (veja abaixo como cada deputado votou), o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Acusado de quebra de decoro por ter mentido à CPI da Petrobras, em março de 2015, sobre contas secretas no exterior, Cunha é réu da Operação Lava Jato e está afastado da Presidência da Casa, por determinação unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), desde 5 de maio. O processo segue para o plenário, que terá cassado definitivamente o mandato de Cunha caso venham a ser registrados 257 votos (maioria absoluta) a favor do parecer de Marcos Rogério.

Esta é a primeira vez que um presidente da Câmara tem pedido de cassação aprovado no Conselho de Ética. Com muito poder sobre os pares e “bancada de apoio” estimada em mais de 200 deputados, Cunha vinha acompanhando de perto cada passo do colegiado, lançando mão de instrumentos regimentais para interromper, ou ao menos atrasar, os trabalhos do Conselho. A estratégia naufragou: as manobras de Cunha e aliados foi um dos elementos considerados pelo STF para determinar seu afastamento das funções.

Durante a votação, realizada nome a nome, as expectativas se voltaram para a deputada Tia Eron (PRB-BA), considerada o voto decisivo no colegiado e, evangélica como Cunha, vista como um possível voto para salvar o peemedebista. Com nove votos declarados contra o deputado e dez a favor, entre 20 possíveis, o voto da deputada poderia pelo menos empatar a disputa, dando ao presidente do colegiado – José Carlos Araújo (PR-BA), favorável à cassação – o voto de Minerva. Mas Tia Eron, depois de muito silêncio e ausência na primeira votação, surpreendeu e votou contra Cunha, o que levou deputados a vibrar na sessão. Na sequência, Wladimir Costa (SD-PA), um dos mais aguerridos defensores de Cunha no colegiado, também causou surpresa ao votar favoravelmente ao relatório de Marcos Rogério.

O voto de Tia Eron foi proferido em meio a insinuações de que o ministro do Desenvolvimento, Marcos Pereira, também presidente nacional do PRB, influiria em sua decisão em nome do presidente interino Michel Temer, aliado de Cunha. Na última semana, Pereira se reuniu com o ministro-chefe interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, mas o governo logo se apressou em dizer que o assunto Conselho de Ética não estava na pauta. Os rumores aumentaram depois de Tia Eron ter se ausentado na maior parte da primeira votação do parecer no colegiado, na última terça-feira (7), e só ter aparecido no final da sessão. Mas, como ela mesma havia sinalizado em nota, seu voto seria determinante para o destino de Cunha.

“Não me furtarei a cumprir meu dever”, vaticinou a deputada baiana. AgenciaBrasil

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