Temusados

Temusados

Dirija Já

Dirija Já

Chaveiro 24h

Blog do Francisco Evangelista. Tecnologia do Blogger.
domingo, 12 de junho de 2016

Turbulências marcam primeiro mês do governo Temer

Depois de muito articular para chegar ao Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), enfrentou no seu primeiro mês à frente do cargo uma série de turbulências. Na substituição da presidente Dilma Rousseff (PT), afastada do cargo desde o dia 12 de maio, quando o Senado aceitou dar seguimento ao pedido de impeachment, o peemedebista chegou anunciando pacote econômico e corte de ministérios e conseguiu aprovar projetos importantes no Congresso – o que a petista tentou mas não conseguiu viabilizar devido à falta de apoio dos parlamentares. Nesse mesmo mês, porém, Temer se viu obrigado a recuar em várias medidas, demitir dois ministros e conviver com a cúpula do seu partido, também seus principais aliados, sob o risco de serem presos por tentar obstruir a Operação Lava-Jato.

Já no primeiro dia, Temer reduziu o número de ministérios de 32 para 23, anunciando a intenção de cortar gastos. Entre as mudanças, ele fundiu pastas, como a de Comunicações com a de Ciências e Tecnologia, e incorporou órgãos, como as secretarias de Aviação Civil e Portos ao Ministério dos Transportes. Duas das novidades, no entanto, renderam a ele um de seus primeiros problemas. A extinção do Ministério da Cultura, que se juntou ao da Educação, gerou uma série de protestos da classe artística e ele acabou tendo de recuar da medida. Temer tentou consertar, resolvendo um outro problema, motivo de críticas à sua gestão – a falta de mulheres na Esplanada – mas não conseguiu no universo feminino quem quisesse ocupar a função.

O presidente então nomeou a ex-deputada evangélica Fátima Pelaes (PMDB-AP) para a Secretaria de Política para as Mulheres. Para se manter no cargo, ela teve de recuar em sua posição de ser contra o aborto, mesmo em casos de estupro, mas continua na berlinda. Ela é apontada pelo Ministério Público Federal como integrante de uma articulação criminosa que desviou R$ 4 milhões em emendas parlamentares. Não é a única na berlinda. Temer decidiu manter nos cargos o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, apontado como receptor de recursos desviados pelo esquema da Petrobras, e o advogado-geral da União, Fábio Osório, acusado de dar uma carteirada em oficiais da Aeronáutica.

Antes deles, o recém-empossado presidente em exercício teve de demitir dois auxiliares em apenas duas semanas. O primeiro foi o ministro do Planejamento, Romero Jucá, que, com 11 dias de governo, foi exposto em uma gravação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, insinuando que haveria um pacto para estancar a Operação Lava-Jato com a mudança de governo. Acusado de conspirar contra a investigação, o homem de confiança de Temer voltou para o Senado.

Na semana seguinte, foi a vez do ministro da Transparência – pasta que substituiu a Controladoria-Geral da União, também gerando críticas – deixar o cargo por pressão de parlamentares e controladorias nos estados. Ele também apareceu em gravações de Sérgio Machado fazendo críticas à Lava-Jato e orientando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre como enfrentar as investigações.

Mais recentemente, o ex-presidente José Sarney e o presidente suspenso da Câmara Eduardo Cunha, se juntaram a Jucá e Renan, aparecendo nas gravações do ex-presidente da Transpetro. Com isso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão dos quatro por tentativa de atrapalhar a Operação Lava-Jato.

Vitórias no plenário

Na articulação política, Temer teve vitórias, encerrando um período de jejum de votações no Congresso pela qual passou a presidente Dilma. O presidente em exercício conseguiu aprovar a revisão da meta fiscal, elevando o déficit primário no país de R$ 96,7 bilhões para R$ 170,5 bilhões. Também sob a batuta de Temer, o Congresso aprovou um pacote de mais de R$ 50 bilhões em reajustes salariais que, segundo o governo, já faz parte do rombo previsto para este ano. Foram 15 projetos de lei, incluindo o que aumentou o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 36,7 mil para R$ 39,2 mil, do procurador-geral da República, de servidores da Câmara e Senado e do Tribunal de Contas da União.

Temer também conseguiu aprovar, com folga, a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023, o que amplia de 20% para 30% os recursos que podem ser usados livremente pelo governo federal. O presidente em exercício também anunciou medidas para conter os gastos públicos e retomar o crescimento da economia. A primeira ação foi a devolução de R$ 100 bilhões em recursos repassados pelo Tesouro pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também anunciou que vai propor o limite para o aumento de gastos públicos, suspender novos subsíidos e extinguir o fundo soberano. Além disso, dará apoio ao projeto que muda as regras do pré-sal.

O peemedebista também mandou suspender as nomeações para estatais e fundos de pensão até que sejam aprovados projetos alterando novas regras para o setor. Ainda como modo de contar os gastos, Temer anunciou o corte de 4 mil cargos comissionados. Atarde

0 Comentários até agora. Qual sua opinião?:

Siga-nos no Google+

Fotos do Blog

Top 10 da semana