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sexta-feira, 8 de julho de 2016

O que acontece com Cunha e com a Câmara após a renúncia?

Após meses negando publicamente a possibilidade de renunciar ao mandato de presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou justamente o oposto na tarde desta quinta-feira. Surpresa? Nem tanto.

O anúncio já era esperado entre parlamentares e cientistas políticos. Para muitos é uma última cartada para tentar evitar a cassação de seu mandato - a eleição de um aliado de Cunha como novo presidente da Casa poderia interferir diretamente na decisão da Comissão de Constituição e Justiça, que decidirá se o processo contra ele regredirá ou irá a plenário.

Para outros, entretanto, a renúncia apenas revelaria o alto grau de desgaste do parlamentar - citado em diversas delações na operação Lava Jato e réu em duas ações abertas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o peemedebista é acusado de ter mentido aos colegas sobre ter contas na Suíça, o que ele nega.Caso a Comissão de Constituição e Justiça decida anular a votação na qual o Conselho de Ética recomendou cassar o mandato de Cunha, o que faria o processo recuar, Temer também poderia cair em maus lençóis - sendo visto como parte de um eventual "acordão" para salvar o aliado.

Consenso entre analistas e parlamentares é o favoritismo de Rogério Rosso (PSD-DF) na disputa para assumir o comando da Câmara.

Rosso foi o presidente da comissão que avaliou o impeachment de Dilma na Câmara e tem boa relação com Temer, com a maioria dos deputados e... com ele mesmo, Eduardo Cunha. 

Maranhão também cai
Tido como braço direito de Eduardo Cunha na mesa diretora da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que assumiu a presidência interina da Casa, vinha sendo classificado como "fraco" e "despreparado" pela maioria de seus colegas.

Inicialmente próxima, a relação entre Cunha e Maranhão azedou desde o afastamento.

"Resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra que não condiz com o que país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente", disse Cunha em seu discurso de despedida, referindo-se ao ex-colega. Futuro de Cunha

"Cunha está morto politicamente, cada vez mais isolado de seus apoiadores tradicionais e agora deve se concentrar em sua defesa - e também de sua filha e sua mulher - para tentar se inocentar. Este é o cenário mais provável", prevê o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

Para o professor, mesmo que a renúncia se prove uma manobra para tentar se manter como deputado, a permanência de Cunha na Câmara é "muito difícil".

"Esta conta cairia no colo de Temer. Cunha e aliados podem até estar tentando uma salvação, mas é difícil prosperar porque seria um enorme desgaste para o presidente interino. Ele não poderia assumir salvar Cunha. Seria um tiro no pé às vésperas do impeachment", avalia.

"Mas não dá para garantir. A gente sabe, em política tudo pode acontecer", ressalva Ismael. BBC

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