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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Primeira rodada de negociação dos comerciários em Petrolina termina sem acordo

Foi realizada no final da tarde de ontem (21) a primeira rodada de negociações da campanha salarial deste ano entre a direção do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Petrolina e representantes dos empregadores, capitaneado pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) e suas respectivas assessorias jurídicas. O encontro aconteceu na sede do Lion Clube Petrolina Centro.

O presidente do Sindilojas, Joaquim de Castro, iniciou a reunião citando o que chamou de crise econômica e política vivenciada pelo Brasil e apontou dificuldades financeiras enfrentadas pelos empresários do setor. Valendo-se dos dados o Caged, lembrou que Petrolina terminou o ano de 2016 com um saldo negativo na contratação de trabalhadores.

Depois de expor a situação, Joaquim apresentou como proposta dos empregadores, apenas a manutenção dos valores atuais da convenção coletiva, sem qualquer reajuste nas cláusulas econômicas.

O argumento foi rechaçado pelo vice-presidente do Sintcope, Sérgio Lacerda. “Isso não é contraproposta”, disse. “Se era para não apresentar nenhuma contraproposta, a gente nem precisaria se reunir”, disse a presidente do Sintcope, Dilma Gomes.

Os representantes trocarem argumentos sobre o cenário econômico atual. Depois dos representantes dos trabalhadores do comércio pontuarem a necessidade de uma contraproposta com percentuais, Joaquim de Castro sugeriu um reajuste de 2,5% para o piso salarial e as demais cláusulas econômicas.

Dilma Gomes voltou a insistir que diversos itens que pensam no bolso do consumidor estão sendo reajustados acima desse percentual, a exemplo da cesta básica e da tarifa da Compesa, coincidentemente, divulgada no dia da reunião. “Esse percentual não repõe as perdas dos trabalhadores com a inflação”, disse Dilma. “Uma proposta de 2,5% de reajuste é uma falta de respeito com o trabalhador do comércio”, completou Sérgio Lacerda.

Após mais algumas trocas de argumentos sobre o impacto do reajuste salarial, a presidente do Sintcope apresentou como alternativa ao percentual apresentado pelos patrões, o índice que representa a inflação dos 12 meses do ano passado, pouco acima de 6%.

Sem novo acordo, os empresários apresentaram uma contraproposta de reajuste salarial baseada na inflação do mês de fevereiro, que ainda será divulgada, mas já se sabe, será inferior a registrada em janeiro. A direção do Sintcope defendeu ainda o item da pauta que trata do vale alimentação.

Diante do impasse na definição do percentual para o reajuste salarial, uma nova rodada de negociações ficou agendada para o próximo dia 6 de março, no mesmo local e horário.

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